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TOC e Terapia Cognitivo Comportamental

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Edifício: America Office Tower sl 1105
Contato: Dr. Ulysses Castro
Fone: (61) 3328 0228

TOC e Terapia Cognitiva-Comportamental


Muitas pessoas passam anos e anos de suas vidas convivendo com manias ou rituais, checando ou verificando inúmeras vezes portas, se o gás ou a luz foram mesmo desligados, lavando as mãos a todo momento numa preocupação excessiva com limpeza, ou ficando aflitos por seus objetos não estarem exatamente alinhados, ou dispostos de determinada maneira. Algumas ocupam seu tempo evitando locais, números, cores, numa ansiedade que produz um grande medo de que aconteça alguma catástrofe, caso não sigam esses modelos de pensamento, sem saber que essas obsessões na verdade são sintomas de um quadro psíquico denominado TOC.


O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) está incluído nos Transtornos de Ansiedade, cujos sintomas apresentam alterações do comportamento (rituais ou compulsões, repetições, evitações), do pensamento (obsessões sobre dúvidas, preocupações excessivas, pensamentos de conteúdo ruim ou impróprio, etc.) e da emoção (medo, aflição, culpa, depressão).

Esses pensamentos ou impulsos presentes na mente de forma repetitiva e persistente são denominados obsessões e de tão invasivos são interpretados como indícios de risco significativo de sofrimento, gerando muita ansiedade, medo e aflição para os indivíduos com TOC.

Algumas das Obsessões mais comuns são:

- Dúvidas ou Idéias fixas sobre religião (pecado, culpa, escrupulosidade, sacrilégios ou blasfêmias).
- Palavras, nomes, cenas ou músicas intrusivas ou indesejáveis.
- Pensamentos supersticiosos: preocupação com números especiais, cores de roupa, datas e horários que possam provocar azar.
- Preocupação excessiva com sujeira, germes ou contaminação.
- Preocupação com simetria, exatidão, ordem, seqüência ou alinhamento.
- Pensamentos, imagens ou impulsos de ferir, insultar ou agredir os outros.
- Pensamentos, cenas ou impulsos indesejáveis e impróprios relacionados ao sexo (idéias sobre comportamento sexual violento, abuso sexual de crianças, homossexualidade, palavras obscenas).
- Preocupação em armazenar, poupar, guardar coisas inúteis ou economizar.
- Preocupação com doenças ou com o corpo.


Esses comportamentos ou atos mentais e repetitivos, executados em resposta às obsessões são denominados Compulsões ou rituais, que tem a função de aliviar momentaneamente toda essa ansiedade associada às obsessões que adentram o pensar do indivíduo, levando-o a executá-las toda vez que sua mente é invadida por tais pensamentos.

Algumas das Compulsões mais comuns são:

- Contagens repetitivas.
- Lavagem ou mania de limpeza.
- Repetições ou confirmações.
- Promover a ordem, simetria, seqüência ou alinhamento.
- Acumular, guardar ou colecionar coisas inúteis, poupar ou economizar.
- Compulsões mentais: rezar, repetir palavras, frases, números, fazer listas, tentar afastar pensamentos indesejáveis, substituindo-os por pensamentos contrários.
- Diversas: tocar, olhar, bater de leve, confessar, estalar os dedos.
- Verificações ou controle.

Fazem parte das compulsões também as atitudes evitativas (evitações). Tais compulsões associadas a dúvidas fazem com que a pessoa se obrigue a reler várias vezes um texto ou visualizar várias vezes uma cena, por exemplo, como forma de não desencadear as obsessões, procurando evitar situações, objetos ou circunstâncias que geram tais pensamentos e ansiedade.

Algumas das Evitações mais comuns são:
- Não tocar em trincos de portas, ou outro objeto com a mesma conotação.
- Isolar compartimentos e impedir o acesso dos familiares.
- Restringir o contato com sofás, cadeiras e etc.

Principais causas da incidência de TOC
Fatores neurobiológicos ou genéticos, de natureza psicológica ou ambientais atuam na origem, agravamento e manutenção dos sintomas do TOC.
Indivíduos com TOC possuem características biológicas distintas, que produzem um funcionamento cerebral também distinto e com aspectos cognitivos distintos. São pessoas muito ansiosas, mais suscetíveis aos medos, que se sentem excessivamente responsáveis, muitas vezes interpretam os eventos corriqueiros de forma exagerada e acabam lidando com suas angústias e temores tentando neutralizá-los através desses rituais ou evitações.

Diversos estudos ainda não conseguiram esclarecer a ocorrência de TOC como um transtorno único ou como um grupo de transtornos com características comuns, já que os sintomas, o curso e a resposta aos tratamentos variam muito entre seus portadores.

Tratando os sintomas do TOC
Através de Psicoterapia Cognitiva Comportamental que atua aliviando e auxiliando no controle da ansiedade, e medicamentos tais como, antidepressivos e ansiolíticos. O tratamento psicológico-medicamentoso é mais eficiente do que utilizá-los isoladamente.

Técnicas Comportamentais
A Terapia de Exposição e Prevenção de Rituais é, na maioria das vezes, eficiente na eliminação dos sintomas do TOC. A habituação auxilia o portador de TOC a abster-se de evitar ou executar os rituais neutralizadores das compulsões.

Técnicas Cognitivas
Várias técnicas desenvolvidas dentro do modelo cognitivo são úteis no tratamento do TOC e, entre elas, existem aquelas mais adequadas para cada manifestação de seus sintomas. A técnica de Questionamento Socrático constitui uma das ferramentas principais para corrigir pensamentos disfuncionais, as chamadas crenças distorcidas, buscando uma maior adaptação, racional e realista de interpretar os estímulos e a realidade da pessoa.

Seguindo uma “administração” adequada, o portador poderá, de forma cotidiana evitar que sua mente seja invadida por pensamentos obsessivos ou mesmo, refrear a compulsão na realização desses rituais.

Terapia Cognitiva
A Terapia Cognitiva é uma abordagem ativa, diretiva e estruturada, segundo a qual o afeto e o comportamento de um indivíduo são amplamente determinados pelo modo como seu mundo encontra-se estruturado, seu conjunto de crenças sobre si mesmos, as pessoas ao seu redor e como o mundo se apresenta.

Crenças essas, muitas vezes desenvolvidas a partir de experiências prévias, em geral ocorridas na infância, a partir da interação da criança com outras pessoas significativas tais como os pais e os demais familiares. Algumas pessoas podem manter crenças centrais positivas sobre si mesmas ou eventos em que estão inseridas, ou mesmo crenças negativas, que geralmente vêm à tona em momentos significativos de aflição psicológica.

As técnicas específicas empregadas são usadas dentro do quadro do modelo cognitivista da psicopatologia, destinando-se a identificar, testar ou corrigir idéias distorcidas ou crenças disfuncionais subjacentes a essas cognições. O paciente aprende a dominar problemas e situações que são consideradas insuperáveis, através da reavaliação e correção de seu pensamento. O terapeuta cognitivista ajuda o paciente a pensar e agir de forma mais realista e adaptado a seus problemas psicológicos, auxiliando na redução dos sintomas.

Através dessa abordagem e das experiências de aprendizagem específicas, seus portadores aprendem a observar e controlar seus pensamentos negativos automáticos, reconhecendo os vínculos entre a cognição, o afeto e o comportamento; Aprende a examinar as evidências a favor e contra seus pensamentos automáticos distorcidos e consequentemente a substituir as cognições tendenciosas por interpretações mais orientadas para o real. Aprendendo assim, a identificar e alterar as crenças disfuncionais que predispõem a distorcer suas experiências.

Modelo Comportamental
Baseado nas formas de aprendizagem (condicionamento clássico, condicionamento operante, aprendizagem social ou por observação e habituação), já que o modelo comportamental explicaria o surgimento e a manutenção dos sintomas do TOC, tendo a ansiedade como uma resposta associada a certos estímulos (objetos, lugares, pensamentos, pessoas) em determinados momentos.

Modelo Cognitivo
baseado na teoria de que nossos pensamentos influenciam nossas emoções e nosso comportamento. Se tivermos uma forma de pensamento distorcida para representar, avaliar e interpretar a realidade, obrigatoriamente nosso comportamento e nossas emoções (afeto) corresponderão a tal interpretação.

O tratamento farmacológico do TOC

Alguns antidepressivos possuem ação anti-obsessiva, entre eles: Clomipramina (Anafranil) , Paroxetina (Aropax, Pondera), Fluvoxamina (Luvox), Fluoxetina (Prozac, Deprax, Eufor, Daforim, Verotina, etc.), Sertralina (Zoloft, Tolrest), Citalopram (Cipramil), e sua dosagem, em geral, são mais elevadas do que as utilizadas na depressão.

A resposta em geral não é imediata, podendo demorar até 12 semanas para iniciar as primeiras melhoras, razão pela qual o medicamento não deve ser interrompido mesmo que aparentemente não se perceba um grande benefício após as primeiras semanas de uso. É importante salientar que 20 % dos que não respondem a uma medicação poderão responder a uma segunda. Por este motivo é possível que o médico prescreva uma segunda opção depois de algum tempo ou mesmo, associe a outras medicações, caso a resposta não seja satisfatória.

O desaparecimento dos sintomas em geral é gradual, podendo ser progressivo ao longo dos meses, e o índice de recaídas é alto caso haja uma interrupção do tratamento. A recomendação na realização de terapia cognitivo-comportamental em conjunto com o uso de medicação adequada é altamente eficaz para a melhora dos sintomas.

A família também é de suma importância para auxiliar no tratamento do paciente com TOC, tanto colaborando positivamente, como evitando dificultar seu tratamento. O portador precisa treinar seu comportamento em casa e necessita da participação dos seus familiares, colaborando de forma coerente com as orientações do terapeuta.

Dr. Ulysses Castro

Edificio America Office Tower sl 1105 Tel : (61) 3328 0228




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FS e TPE
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em April 16, 2010
bomdia Dr. Ulysses,gostei muito de seu artigo, tenho FS e TPE, faço uso de paroxetina há 6 meses e terapia psicológica há anos, melhorei um pouco mas não tenho mais progredido, continuo em isolamento social. A terapia cognitiva seria mais eficiente neste caso? O Sr. atende pelo Fusex?
Obrigada pela atenção.
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Contato
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em February 19, 2010
O Dr. Ulysses tem seu e mail no seu perfil nesta página:
http://www.brasiliaindica.com.br/saude/index.php?option=com_sobi2&sobi2Task=sobi2Details&catid=50&sobi2Id=210&Itemid=55
Por favor faça comentários e se desejar uma resposta personalizada disponibilize o contato ou ligue no telefone acima.
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Terapia Cogn. Comportamental x Convênio
por Rodrigo
em February 19, 2010
Gentil Dr. Ulysses,
sua matéria é extremamente importante e esclarecedora. Deveras todos nós temos algum tipo de mania e não imagino o ser humano deixar de ter manias, deixará de ser humano também, penso.
Entretanto gostaria de saber se seu consultório atende a convênios, mais especificamente BRB-Saúde?
Atc.
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Adicionado em: 2008-08-10 03:34:39    Acessos: 10638
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